Maria como alvo de adoração

Texto tirado dos Documentos do Concílio Vaticano II, constituição Lumen Gentium, parágrafos 65 e 66, disponíveis no website oficial do vaticano (www.vatican.va).

65. Mas, ao passo que, na Santíssima Virgem, a Igreja alcançou já aquela perfeição sem mancha nem ruga que lhe é própria (cfr. Ef. 5,27), os fiéis ainda têm de trabalhar por vencer o pecado e crescer na santidade; e por isso levantam os olhos para Maria, que brilha como modelo de virtudes sobre toda a família dos eleitos (POINT 1). A Igreja, meditando piedosamente na Virgem, e contemplando-a à luz do Verbo feito homem, penetra mais profundamente, cheia de respeito, no insondável mistério da Encarnação, e mais e mais se conforma com o seu Esposo. Pois Maria, que entrou intimamente na história da salvação, e, por assim dizer, reune em si e reflecte os imperativos mais altos da nossa fé, ao ser exaltada e venerada, atrai os fiéis ao Filho (POINT 2), ao Seu sacrifício e ao amor do Pai. Por sua parte, a Igreja, procurando a glória de Cristo, torna-se mais semelhante àquela que é seu tipo e sublime figura, progredindo continuamente na fé, na esperança e na caridade, e buscando e fazendo em tudo a vontade divina. Daqui vem igualmente que, na sua acção apostólica, a Igreja olha com razão para aquela que gerou a Cristo (POINT 3), o qual foi concebido por acção do Espírito Santo e nasceu da Virgem precisamente para nascer e crescer também no coração dos fiéis, por meio da Igreja. E, na sua vida, deu a Virgem exemplo daquele afecto maternal de que devem estar animados todos quantos cooperam na missão apostólica que a Igreja tem de regenerar os homens.

IV. O CULTO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM NA IGREJA

Natureza e fundamento do culto

66. Exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a seu Filho, acima de todos os anjos e homens, Maria que (POINT 4), como mãe santíssima de Deus (POINT 5), tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial. E, na verdade, a Santíssima Virgem é, desde os tempos mais antigos, honrada com o
título de «Mãe de Deus», e sob a sua protecção se acolhem os fiéis, em todos os perigos e necessidades (191). Foi sobretudo a partir do Concílio do Éfeso que o culto do Povo de Deus para com Maria cresceu admiràvelmente, na veneração e no amor, na invocação e na imitação, segundo as suas proféticas palavras: «Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque realizou em mim grandes coisas Aquele que é poderoso» (Luc.1,48).

Comentários acerca deste texto

  1. Nenhuma passagem das escrituras nos ensina a fixar nossos olhos em qualquer pessoa, a não ser no próprio Senhor. Nos é ensinado a fixar os nossos olhos em Jesus, o autor e consumador da nossa fé (Hb 12:2). Além disso, é Jesus o nosso modelo de virtudes, e não Maria. Apesar do fato que ela era muito abençoada, e sem dúvida uma mulher de Deus, ela ainda precisava de um salvador. Maria disse, "e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador;" (Lucas 1:47). Ao contrário do ensinamento católico romano que diz que Maria não tinha pecado, a própria Maria admite que Deus é o seu salvador. Uma pessoa sem pecados não precisa de um salvador. É na pessoa de Jesus que a graça e a verdade (e todas as virtudes) são exemplificadas. Nossos olhos devem ser mantidos Nele.
  2. O único que deve ser exaltado e venerado é Deus. Jesus disse: "Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás."(Mt 4:10). O perigo imenso de exaltar e venerar alguém ou algo que não seja Deus, como Maria, é mostrado em Êxodo 20:4-5, "Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.". Deus claramente nos avisa para não criarmos nem nos prostrarmos diante de nenhum ídolo. É desnecessário dizer que as incontáveis
    imagens de Maria pelas igrejas católicas de todo o mundo são como templos de idolatria, uma vez que todos os dias milhares de católicos quebram esse mandamento de Deus, se prostrando diante dessas imagens de adoração.
  3. Devemos olhar somente para Cristo. Quando tiramos nossos olhos de Jesus e os colocamos em qualquer outra coisa ou pessoa, somos desviados.
  4. Onde nas escrituras isso é ensinado? Onde está escrito que Maria foi exaltada acima de todos os anjos e homens, logo a seguir a seu filho? Isso significaria que Maria está apenas abaixo de Jesus, o criador do universo. Esse comentário não é bíblico. Esse ensinamento não pode ser encontrado em lugar algum na Bíblia, e deve ser abandonado.
  5. Isso é uma terminologia enganosa. Maria não é a mãe de Deus, como se Deus, o criador do universo, tivesse uma mãe. A natureza divina não tem uma mãe, uma vez que Deus é eterno e auto-suficiente. Na verdade, Maria é a mãe da natureza humana de Jesus, não a mãe da natureza divina. A natureza humana tomou suaessência biológica de Maria. A natureza divina veio de Deus. Porém, temos que tomar cuidado aqui. Maria é, apesar de tudo, mãe da pessoa de Cristo, que tem duas naturezas: divina e humana. Logo, nesse sentido, ela pode ser chamada de mãe de Deus.

 

 

 

 
 
CARM ison
 
 
CARM.org
Copyright 2014

CONTACT US:
CARM Office number: 208-466-1301
Office hours: M-F; 9-5 pm; Mountain Time
Email: [email protected]
Mailing Address: CARM, PO BOX 1353, Nampa ID 83653